Capítulo 1
Por que pedimos essas informações?
Antes de rodar o diagnóstico, fazemos três perguntas que parecem simples mas fazem toda a diferença no resultado. Aqui explicamos o porquê de cada uma — e como a Nudge funciona.
🏢
MEI ou empresa com CNPJ normal?
O MEI pode contratar plano coletivo empresarial — desde que comprove atividade por pelo menos 6 meses. Mas as operadoras enxergam esse grupo de forma diferente, por três razões:
1. Risco percebido maior. Contratos MEI costumam ser pequenos e com composição familiar, o que os aproxima de um plano individual/familiar com CNPJ. Isso aumenta a chance de entrada motivada por necessidade imediata de uso — a chamada seleção de risco adversa.
2. Carteira mais volátil. A permanência tende a ser menor e o perfil de utilização menos previsível do que numa empresa com múltiplos funcionários.
3. Preço é livre. A ANS não regula o valor inicial de comercialização — cada operadora define sua tabela com base em risco, custos e estratégia. Por isso o MEI pode ter uma tabela própria, com preços diferentes da empresa convencional para o mesmo produto.
⚖️
Adesão ou compulsório — e por que isso muda o preço?
Compulsório: todos os funcionários são incluídos no plano, sem exceção. O risco é distribuído por todo o grupo — saudáveis e doentes. Por isso, o preço por vida costuma ser mais baixo.
Adesão: cada funcionário escolhe se quer entrar. Na prática, quem tem mais problemas de saúde tende a aderir — e quem é jovem e saudável opta por ficar fora. Isso se chama anti-seleção de risco: a carteira fica concentrada em quem usa mais o plano, e o preço sobe para compensar.
📊
Por que a idade de cada pessoa importa tanto?
As operadoras calculam o preço por faixa etária — não por cabeça. A ANS define 10 faixas (0–18, 19–23, 24–28… até 59+) e estabelece uma regra importante: o preço da faixa 59+ nunca pode ser mais do que 6 vezes o preço da faixa 0–18. Essa limitação existe justamente para proteger as pessoas mais velhas de custos proibitivos. A operadora é livre para definir os valores intermediários, mas tem que respeitar esse teto de variação. Por isso somamos a idade de cada beneficiário individualmente — estimar "em média 35 anos" daria um resultado completamente errado.
📅
Os valores podem mudar — e a Nudge te avisa
Os valores que você vê são as tabelas oficiais informadas pelas operadoras — e valem para mais de 90% dos grupos. Em alguns casos, durante o processo de cotação, a operadora pode agravar o valor por livre escolha, antes ou depois do preenchimento da declaração de saúde. Isso é legal e previsto nas regras do setor.
A Nudge te informa o resultado final antes de qualquer compromisso. Você nunca vai ser surpreendido.
💚
Você não paga nada para a Nudge
Nosso serviço é 100% gratuito para o contratante. Você assina e paga o boleto diretamente para a operadora — nada passa pela Nudge. Somos remunerados pelas operadoras via comissão de corretagem, um percentual já embutido no preço do plano que você pagaria de qualquer forma, com ou sem corretor. Usar a Nudge não encarece nem um centavo o seu plano.
Como funciona a contratação depois que você decide
Você envia os documentos pelo nosso portal (RG, comprovante de endereço, CNPJ, dados dos beneficiários). Nossa equipe confere e organiza tudo.
Assim que o pacote estiver completo, submetemos para a operadora no mesmo dia. Você é notificado a cada etapa — nada fica parado sem você saber.
Cada operadora tem um caminho diferente. Algumas agendam uma entrevista com enfermeira por telefone. Outras enviam uma declaração de saúde para preencher online. A Nudge te prepara para cada etapa.
Aprovada a proposta, você recebe a carteirinha e as instruções de acesso à rede. A partir daí, começa o nosso trabalho de pós-venda — não sumimos depois da venda.
📝
O que é a declaração de saúde?
Algumas operadoras exigem que cada beneficiário declare pré-existências de saúde (doenças ou condições que já existiam antes da contratação). Isso é regulamentado pela ANS e não pode impedir a contratação — mas pode resultar em cobertura parcial temporária (CPT) para aquela condição específica, por até 24 meses. A Nudge te orienta sobre o que declarar e o que esperar em cada caso.
Capítulo 1
Como funciona o mercado de saúde complementar
No Brasil, o sistema de saúde tem dois lados: o SUS (público) e a saúde complementar (privada). O plano de saúde que você paga todo mês faz parte da saúde complementar — regulada pela ANS.
⚖️
A Lei 9.656/98 — o que todos precisam saber
Todo plano de saúde vendido no Brasil desde 1999 precisa seguir a Lei 9.656/98. Ela determina um rol mínimo de cobertura obrigatória definido pela ANS — isso significa que um plano de R$150 e um de R$1.500 cobrem os mesmos procedimentos essenciais no papel. O que muda é onde e como você é atendido.
50M+
Beneficiários no Brasil
São cerca de 50 milhões de pessoas com plano de saúde ativo. A maioria nunca leu o contrato.
700+
Operadoras registradas
A ANS registra mais de 700 operadoras. Mas as 10 maiores concentram mais de 70% dos beneficiários.
9,6%
Reajuste médio 2025
O índice máximo de reajuste individual definido pela ANS em 2025. Planos coletivos podem ter reajustes maiores.
Os 4 tipos de plano que existem
👤Individual / Familiar
Contratado pelo CPF
Mais caro por vida, mas reajuste controlado pela ANS (índice máximo anual). Difícil de cancelar pela operadora. Ideal para autônomos e MEI.
🏢Coletivo Empresarial
Contratado pelo CNPJ
Mais barato por vida. Reajuste negociado diretamente com a operadora — pode ser muito maior que o individual. Empresa pode cancelar o plano.
🤝Coletivo por Adesão
Vinculado a entidade ou profissão
Associações, conselhos profissionais (OAB, CRM, CRC). Reajuste negociado pela entidade. Pode ser cancelado se você sair da categoria.
🏗️PME (2 a 29 vidas)
Pequenas empresas
Para empresas com 2 a 29 funcionários. Regras de reajuste diferentes — não seguem o índice ANS individual. É o segmento com maior variação de preço.
⚠️
O que a maioria não sabe sobre PME (2 a 29 vidas)
Planos coletivos para pequenas empresas (até 29 vidas) não seguem o teto de reajuste da ANS. A operadora pode aplicar qualquer percentual com 60 dias de antecedência. Isso explica por que muitas PMEs recebem reajustes de 30%, 40% ou até mais em um único ano.
Capítulo 2 — Vídeo explicativo
Como é calculado o reajuste do plano
Entenda passo a passo como a operadora calcula quanto você vai pagar a mais no ano que vem — e por que carteiras PME de até 29 vidas são as mais vulneráveis.
📋
Existe um índice máximo
para planos individuais
Todo ano a ANS define o índice máximo de reajuste para planos individuais e familiares. Em 2025 foi 6,02%. Nenhuma operadora pode cobrar mais do que isso para planos individuais.
Plano Individual
6,02%
Teto ANS 2025
Controlado
Plano Coletivo PME
Livre
Sem teto da ANS
Atenção
🧮
A fórmula do reajuste
para planos coletivos
Para planos coletivos (empresariais e por adesão), o reajuste é calculado com base em três fatores principais da carteira da empresa:
Sinistralidade = quanto a carteira usou o plano
Inflação médica = aumento geral de custos hospitalares
Margem = resultado esperado pela operadora
📊
O que é sinistralidade
e por que ela importa
Sinistralidade é a relação entre o que a operadora paga em procedimentos e o que ela recebe em mensalidades. Quanto mais a sua carteira usa o plano, maior o reajuste no ano seguinte.
Sinistralidade da carteira0%
0%
Ideal: <70%
Alerta: 70-85%
Risco: >85%
Sinistralidade baixa
60-70%
Reajuste próximo da inflação
Sinistralidade alta
>85%
Reajuste pode passar de 30%
📈
Veja o crescimento do custo
ao longo dos anos
Um plano de R$500/mês com reajuste médio de 15% ao ano chega a quanto em 5 anos?
Em 5 anos com 15% de reajuste ao ano, o plano vai de R$500 para R$1.005/mês — um aumento de 101% enquanto a cobertura permanece a mesma.
🏢
PME até 29 vidas:
a regra que ninguém explica
Planos para pequenas empresas com até 29 funcionários seguem regras completamente diferentes dos individuais:
⚠️ O que pode acontecer
A operadora pode aplicar qualquer percentual de reajuste com apenas 60 dias de aviso. Se a carteira teve muitos internamentos ou procedimentos caros, um reajuste de 40%, 50% ou até 80% é legalmente possível.
A empresa recebe uma carta, tem 60 dias para aceitar ou cancelar o plano. Não há negociação de índice máximo.
✅ Como se proteger
Monitorar sinistralidade da carteira, controlar o perfil de uso, negociar com a operadora com dados em mãos — ou migrar para outra operadora com portabilidade de carência. A Nudge faz essa análise.
⏰
A Nudge te avisa 60 dias antes
do reajuste chegar
A ANS exige que as operadoras comuniquem o reajuste com 60 dias de antecedência. A Nudge monitora isso por você e já apresenta alternativas antes da sua fatura aumentar.
Sem Nudge
Você descobre na fatura do mês seguinte
Surpresa
Com Nudge
Aviso 60 dias antes + alternativas na tela
Preparado
✅
Resumo: o que você precisa
guardar disso tudo
1. Plano individual: reajuste máximo definido pela ANS todo ano.
2. Plano coletivo PME (até 29 vidas): reajuste livre — pode ser qualquer valor.
3. Sinistralidade alta = reajuste alto no próximo período.
4. Você tem 60 dias de aviso para negociar ou migrar.
5. A Nudge monitora tudo isso por você e já apresenta alternativas.
Capítulo 3 — Vídeo explicativo
O que é coparticipação
e o mito da internação
Coparticipação é um dos termos mais mal entendidos do setor. Muita gente aceita pagar por ela sem entender o que está pagando — e há um mito enorme sobre internação que precisa ser desmontado.
🤔
O que é coparticipação?
Coparticipação é um valor que você paga cada vez que usa o plano, além da mensalidade. É como um "copagamento" no momento do atendimento — uma forma da operadora dividir o risco com você.
Planos sem coparticipação têm mensalidade maior mas custo de uso zero. Planos com coparticipação têm mensalidade menor mas você paga a cada procedimento.
🏥
Onde a coparticipação
pode ser cobrada
A coparticipação pode incidir sobre diferentes tipos de procedimentos. Veja um exemplo real de plano com coparticipação:
🩺
Consulta médica
Qualquer especialidade
R$ 30 por consulta
🔬
Exames laboratoriais
Hemograma, colesterol, etc.
R$ 15–50 por exame
📷
Exames de imagem
Raio-X, ultrassom
R$ 50–100 por exame
🧘
Terapias
Fisio, fonoaudiologia, psicologia
R$ 25–60 por sessão
🚑
Urgência e emergência
Pronto-socorro
Geralmente isento
🚨
O grande mito:
"tem coparticipação em internação"
Esta é a dúvida mais comum — e mais importante de esclarecer.
❌ O mito
"Meu plano tem coparticipação, então se eu for internado vou pagar uma fortuna."
Muitas pessoas acreditam que a coparticipação se aplica a internações — e por isso têm medo de usar o plano quando mais precisam.
✅ A verdade (ANS Resolução 8/98)
A coparticipação NÃO pode ser cobrada em internações hospitalares na maioria dos planos. A ANS proíbe coparticipação proporcional ao prazo de internação. O que pode existir é uma coparticipação fixa de entrada, mas nunca proporcional aos dias internado.
📐
Tipos de coparticipação:
fixa vs proporcional
Existem dois modelos principais que as operadoras usam:
Coparticipação Fixa
Valor tabelado
Você sabe exatamente quanto vai pagar antes de usar. Ex: R$30 por consulta, sempre.
Coparticipação Proporcional
% do procedimento
Ex: 30% do valor do exame. O custo varia e pode ser imprevisível em procedimentos caros.
Atenção
A proporcional é mais arriscada porque o custo pode variar muito. Na Nudge, sempre mostramos qual tipo cada plano usa.
🧮
Quanto você realmente gasta
com coparticipação no mês
Veja um exemplo de pessoa que usa o plano regularmente:
🔬
1 bateria de exames
R$120 total
R$120
🧘
4 sessões de fisioterapia
R$40 cada
R$160
Custo extra mensal
R$0
Além da mensalidade do plano
✅
Quando a coparticipação
vale a pena — e quando não vale
✓ Vale considerar coparticipação se:
Você usa pouco o plano, é jovem e saudável, quer mensalidade menor.
✗ Evite coparticipação se:
Você tem filhos, doenças crônicas, faz acompanhamento regular, ou usa terapias com frequência. O custo acumulado pode superar a economia na mensalidade.
🔒 Regra de ouro:
Internação não tem coparticipação proporcional por lei. Urgência e emergência geralmente são isentas. A Nudge sempre mostra o impacto real antes de você decidir.
Capítulo 4
O que realmente diferencia
um plano do outro
Se todos os planos cobrem o mesmo rol de procedimentos pela Lei 9.656/98, por que um custa R$150 e outro R$1.500? A resposta está nesses 4 fatores.
Fator
Básico
Intermediário
Premium
🏥 Rede de hospitais
2-5 hospitais regionais
10-30 hospitais
Hospitais de referência nacionais
💳 Reembolso
Não tem
Tabela limitada
CBHPM integral ou % alta
🛏️ Acomodação
Enfermaria
Enfermaria ou apartamento
Apartamento garantido
💰 Coparticipação
Sim — proporcional
Sim — fixa por procedimento
Não tem
🗺️ Abrangência
Municipal ou regional
Estadual ou nacional
Nacional + internacional
⏳ Carência
Padrão ANS (até 300 dias)
Padrão ANS
Pode ter carências reduzidas
🔍
A verdade que a maioria não conta
Dois planos com exatamente o mesmo preço podem ter redes completamente diferentes. Um plano de R$300/mês que não inclui o hospital da sua cidade vale menos do que R$300/mês na prática. Por isso a Nudge sempre mostra a rede credenciada na sua cidade antes de você contratar.
Capítulo 5
Carências: a pegadinha
que ninguém conta
Toda migração de plano tem carência. Sempre. O que muda é o quanto — e para o que. Entender isso antes de trocar pode evitar uma surpresa muito cara.
🚨
O mito da "isenção total de carência"
Operadoras frequentemente prometem "sem carência" ou "portabilidade total" como argumento de venda. Isso não existe na prática. A portabilidade da ANS reduz carências — mas nunca zera todas elas. Para doenças preexistentes e parto, sempre haverá carência na migração.
✗ Mito
"Tenho plano há 5 anos — vou trocar sem nenhuma carência."
Quem já tem plano se beneficia da portabilidade de carências da ANS — mas isso só isenta carências já cumpridas no plano anterior para o mesmo tipo de cobertura. Para doenças preexistentes declaradas e parto, a carência existe independentemente do tempo de plano anterior.
✓ Realidade
"Minha migração terá carência reduzida — mas nunca zero."
Com portabilidade, carências de urgência/emergência e consultas costumam cair para zero ou ser muito curtas. Mas DLP (Doenças e Lesões Preexistentes) e parto têm carência própria que a operadora pode aplicar mesmo com portabilidade.
Prazos máximos de carência pela ANS (RN 465/2021)
Tipo de cobertura
Plano novo (sem portab.)
Com portabilidade
Isenta na migração?
🏥 Urgência e emergência
24 horas
24 horas
Sim — já cumprida antes
💊 Consultas e exames
30 dias
Pode ser zerado
Geralmente sim
🏨 Internação eletiva
180 dias
Pode ser reduzida
Depende da operadora
🔬 Cirurgias eletivas
180 dias
Pode ser reduzida
Depende da operadora
🤰 Parto (normal ou cesárea)
300 dias
300 dias
Não — sempre corre do zero
⚕️ Doenças preexistentes (DLP)
24 meses
24 meses
Não — sempre corre do zero
⚠️
O que é DLP (Doença ou Lesão Preexistente)?
É qualquer condição de saúde que você já conhecia antes de contratar o plano: diabetes, hipertensão, histórico cardíaco, problemas ortopédicos, etc. A operadora pode aplicar carência de até 24 meses para procedimentos relacionados a essa condição — mesmo com portabilidade, mesmo com anos de plano anterior.
🤰
Parto: a carência que mais pega de surpresa
Se você está grávida ou planeja engravidar nos próximos 10 meses, não troque de plano agora. O novo plano vai contar 300 dias de carência para parto do zero — independente de quanto tempo você tinha no plano anterior. Use a portabilidade apenas depois do nascimento.
Como funciona a portabilidade de carências?
📋
Regras da portabilidade (ANS RN 438)
Para usar a portabilidade, o plano de origem precisa ter sido pago em dia por pelo menos 2 anos (ou 1 ano se o plano novo for de tier equivalente ou inferior). O plano novo precisa ter cobertura igual ou superior ao atual, e a mudança precisa ser feita dentro do prazo — sem gap de cobertura.
O que a portabilidade garante: as carências já cumpridas no plano anterior não precisam ser refeitas para os mesmos tipos de cobertura.
O que a portabilidade NÃO garante: isenção de carência para DLP e parto. Essas carências correm do zero sempre que você muda de operadora.
✅
Quando vale trocar mesmo com carência?
Se você e sua equipe estão saudáveis, sem gravidez planejada, e sem condições preexistentes em tratamento ativo, a migração com portabilidade costuma ser tranquila. A carência de parto e DLP existe no papel, mas não impacta quem não vai usar esses recursos nos próximos 24 meses. A Nudge sempre informa as carências do plano recomendado antes de você contratar.
Agora que você entende o mercado,
veja como está o seu plano.
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